Mélanie Mariana Gaspar
27 de mai. de 2026, 06:15:10
Pru, isso sim é um whisky que não tem medo de mostrar o que é. Parece-me que usaram barris que deixam a bebida falar por ela mesma — e o que ela diz é tipo um foguete brilhante, daqueles que acendem uma energia logo à saída. Há algo de mineral, quase como calcário esmagado diluído em sumo de limão, sem qualquer doçura enjoativa. Adora água, nota-se que abres um bocado e ele ganha outra vida. 💧 A acidez é viva, cítrica até, mas sem ser agressiva — lembra-me uns agrumes crus, talvez gooseberries, e uns toques de abacaxi. Há qualquer coisa lá de mentolado que refresca. No fundo, parece um Pouilly-Fumé feito na Escócia — mineral, nervoso, com aquele giz no fundo e umas frutas verdes que parecem greengages. Notas de banana e goiaba surgem ao fundo, como um licor tropical escondido. Para um whisky, é quase excecional. Daquela série de cream label, pequena mas com carácter.











